Diamante
Diamante se eu brilho quase que hipnótico.

Algum tempo atrás escrevi um post sobre diamantes e agora trago um pouco mais da história dessas pedras que tanto encantam e que movimentam anualmente uma fortuna incalculável em dólares.

Além da conhecida beleza e valor, os diamantes tiveram um papel importante em nossa história recente salvando vidas.

Sabemos da tradição do povo judaico no comércio e fabricação de joias e são extremamente atuantes no comércio daquelas que são as gemas mais cobiçadas e valorizadas no mundo da joalheria: os diamantes. O que poucos sabem é que existe uma razão histórica para essa tradição. Durante milênios o povo judeu viveu de forma errante e só depois da Segunda Grande Guerra foi criado o Estado de Israel.

Por muitas vezes o povo judaico se viu obrigado a abandonar às pressas suas casas e local onde viviam deixando tudo para trás. Assim se estabelece sua antiga relação com joias, pedras e metais preciosos.

Era preciso investir o dinheiro em algo que tivesse valor internacional, durabilidade inquestionável e que pudesse ser transportado com grande facilidade — os diamantes cumpriam muito bem essa função — e um número incontável de vidas foi salvo durante a Segunda Guerra Mundial. Com os diamantes compravam alimentos e salvo condutos, pagavam subornos e, principalmente, podiam recomeçar suas vidas em um local que os acolhesse. Contrabandeados nas barras das sais e calças ou inseridos nas cavidades corporais, os diamantes foram seus grandes benfeitores.

Garimpo de diamantes
Garimpeiros de diamante em zona de guerra na África

Sobre os “Diamantes de Sangue” – Infelizmente, os mesmos diamantes que tantas vidas salvaram, pouco tempo depois foram responsáveis por uma das manchas mais negras da história do comércio de pedras preciosas.
Parte da produção e circulação de diamantes são resultado da morte e da opressão. Estes são conhecidos internacionalmente como “diamantes de sangue.”

A África do Sul, como é sabido, é a maior produtora mundial de diamantes — tanto em quantidade quanto em qualidade –, mas outros países africanos também produzem e comercializam estas cobiçadas pedras preciosas.

Os diamantes sul africanos financiaram o regime opressor do apartheid durante anos e da mesma forma financiou e eventualmente ainda financia. Apesar dos esforços contrários, dezenas, centenas de guerras e guerrilhas, ditaduras verdadeiramente sanguinárias através do continente africano. Mercenários, guerrilheiros e ditadores de toda espécie se valem do dinheiro obtido com a venda dos diamantes, grande parte das vezes fazendo uso de mão de obra escrava para comprar armas e financiar seus regimes.

Garimpo de diamantes
Diamante bruto nas mãos de garimpeiro em área de conflito

O filme Diamante de Sangue do diretor Edward Zwick (2006), com Leonardo de Caprio e Djimon Hounsou, retrata com bastante fidelidade essa realidade e comércio.

O absurdo chegou a tal ponto, que após muita pressão a ONU determinou o embargo a esse comércio. Deste então, passou a ser exigido um certificado de origem das pedras para que ficasse estabelecido que não vinham de regiões de conflito.

Isso com frequência é burlado ou ignorado, mas limitou de forma bastante substancial o comércio dessas pedras que financiavam o horror praticado em determinadas regiões. Esse é o lado pouco glamoroso de um mercado que movimenta anualmente fortunas enormes e atualmente é controlado em sua maior parte pela De Beers.

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