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Fachada da loja Psicose Joias na Galeria dos Arcos, Rua das Pedras em Búzios

Eu sempre quis morar em Búzios, no litoral norte do Rio de Janeiro. Após me estabelecer como joalheiro na Vila Madalena, em São Paulo, resolvi realizar o sonho de garoto e, então, abri uma loja Psicose Joias na Galeria dos Arcos, na Rua das Pedras.

Na Psicose Joias Búzios, mantive a mesma forma do trabalho realizado em São Paulo. Além de expor minhas criações, representava diversos outros artistas e designers de joias do Brasil e permitia aos clientes o livre acesso aos espaços da loja. Era comum compartilhar o café com os clientes enquanto desenvolvia novas peças no ateliê ou apenas realizava ajuste em algumas das joias vendidas.

Sendo Búzios uma cidade turística — com um público de alto poder aquisitivo — e vindo de todos os recantos do Brasil e do mundo, a loja ganhou enorme impulso e popularidade. Através dela tive a oportunidade de atender clientes de das mais variadas origens, com os mais diversos gostos, desejos e em um ambiente de total descontração, como é comum aos balneários.  

Em Búzios, alguns clientes já chegavam dos seus países de origem com nosso cartão em mãos. Entravam na loja dizendo seguir a recomendação de outro cliente. Seja algum visitante ou de alguém que havia estado lá e adquirido alguma das joias. Era extremamente gratificante.

Fiquei em Búzios até o final de 2006. Tive a oportunidade de aprender bastante, tanto com os artistas e designers que expunham na loja como também com os clientes. Tendo acesso ao ateliê e por tantas vezes até mesmo interferindo na fabricação das joias, deram a mim a possibilidade de ser um designer que ouve o cliente.

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Fachada da loja Psicose Joias na Galeria dos Arcos, Rua das Pedras em Búzios

Atualmente procuro fazer meu trabalho da forma mais direcionada possível e dando ao cliente a possibilidade de interferir no metal, na pedra e até mesmo no desenho original da peça. O cliente é cocriador e até mesmo pode criar algo do zero de acordo com o que ele deseja e com minhas considerações técnicas. É mais trabalhoso, por vezes difícil, exige atenção, conversa e disponibilidade de ambas as partes, mas é também extremamente compensador já que o resultado final é uma obra conjunta e conta um pouco da história de cada um.

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